sábado, junho 22, 2024
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Em entrevista à GloboNews, Wilson Lima fala sobre desafios da seca e medidas para 2024

Em entrevista ao GloboNews, na manhã desta sexta-feira (19/1), o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), falou sobre como foi enfrentar a seca de 2023, considerada a mais severa, e também em como pretende adiantar ações de enfrentamento para impedir que o Estado sofra mais consequências caso o episódio torne a se repetir com a mesma intensidade – ou maior.

A seca severa deixou todos os 62 municípios do Amazonas em estado de emergência, isolando comunidades rurais, fechando escolas e mudando a paisagem das cidades que vivem às margens do rio.

E, claro, também afetou a questão econômica do estado. Segundo o governador, de outubro do ano passado a janeiro do ano passado, o Estado deixou de arrecadar cerca de R$ 500 milhões em decorrência dos problemas causados pela seca dos rios.

Wilson destacou três aspectos que ‘pesaram’ na dinâmica do Estado para socorrer à população: a ajuda humanitária, a atividade econômica e as queimadas.

“Tivemos um episódio no qual nunca havíamos vivido. A seca impediu a chegada de navios com insumos para a ZFM [Zona Franca de Manaus] e isso nos trouxe um problema muito grande. Houve um efeito dominó”, disse o governador, destacando o apoio “fundamental” das Forças Armadas na distribuição de ajuda aos municípios.

Hoje, o governador destaca que, mesmo ainda abaixo da normalidade, a situação pode ser caracterizada como normalizada, principalmente na questão ligada à importação e exportação de materiais da ZFM que, como o governador destacou na entrevista, o transporte mundial, estadual ou municipal, é feito pelos rios em cerca de 90% da sua totalidade.

Prevenção

Os impactos da seca que acometeu os serviços ecossistêmicos do Amazonas ano passado geram incertezas para 2024. No entanto, o governador destacou que, desde que viviam no período mais desafiador, algumas medidas foram adotadas e, agora, serão ampliadas para reduzir tais resultados.

De 2019 até hoje, o governo estadual já montou 500 micro sistemas de abastecimento de água. A meta, de acordo com Wilson, é dobrar o número até 2026, para que os munícipes não sofram com a falta deste item essencial.

Outra medida que o governador quer adiantar é a dragagem dos rios já para o mês de maio. Ele disse que já adiantou o assunto com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para que o Governo Federal esteja junto ao Estado nesta intervenção que mexe diretamente com a produção industrial.

“Nunca os navios ficaram impedidos de chegar ao Porto de Manaus e, ano passado, passamos por isso. Conversei recentemente com o vice-presidente para que iniciemos o processo de dragagem já em maio para identificar os pontos mais difíceis, principalmente no rio Amazonas, onde há maior movimentação de navios cargueiros”, explicou.

Queimadas

O governador apresentou números já de conhecimento público que indicam que o Amazonas reduziu em 50% o desmatamento e em 8% o número de queimadas, destacando o uso de recursos oriundos do Governo Federal e do Fundo Amazônia como aporte para este enfrentamento.

“Estes números não são suficientes e nem o que a gente quer. O que nós estamos fazendo é montando estruturas nos 21 municípios – que representam 95% das queimadas – com brigadas de até 20 homens, com carro-pipa, com outras viaturas e instrumentos que são necessários para esse combate”, disse Wilson.

Fonte: Realtime 1

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