quinta-feira, junho 20, 2024
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Wilson Lima assina licença da exploração do potássio em Autazes

Na manhã desta segunda-feira (8), o governador Wilson Lima assinou a licença de instalação do projeto para exploração do potássio na região do município de Autazes, no interior do Amazonas.

Autazes será a segunda maior mina de potássio do mundo, ficando atrás somente do Canadá. Cerca de R$ 13 bilhões serão investidos no estado, gerando mais empregos e sustentabilidade, sendo que 80% das vagas serão destinadas à mão de obra local.

O potássio é o principal insumo da agricultura e há poucos fornecedores globais. Os dois maiores produtores da Europa, Rússia e Ucrânia, estão em guerra.

O pontapé inicial trata-se de um momento histórico para o estado e para o município de Autazes, que há mais de uma década sonha com esse dia. É um grande avanço para o fornecimento econômico do Amazonas e do Brasil.

“Depois de 15 anos, destravamos uma nova matriz econômica em nosso estado, com a entrega da primeira licença ambiental para instalação do Projeto Potássio Autazes. O projeto prevê investimentos na ordem de R$ 13 bilhões e deve gerar inicialmente 2,6 mil postos de trabalho e, na fase de operação, mais de 17 mil empregos diretos e indiretos, priorizando a contratação de mão-de-obra local. O potássio é matéria-prima para a produção de fertilizantes e o minério produzido no Amazonas vai atender 20% da demanda do Brasil, contribuindo para a segurança alimentar da população do país e do mundo.”, relatou o governador Wilson Lima.

Batalha judicial

Em fevereiro deste ano, uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reverteu a proibição ao licenciamento do projeto de exploração de potássio da empresa Potássio do Brasil em Autazes.

O TRF-1 determinou que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) retomasse a responsabilidade pelo licenciamento, após a Justiça Federal do Amazonas ter decidido anteriormente que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) deveria ser o órgão competente.

A disputa pela competência decorreu da presença de terras indígenas próximas ao empreendimento, o que poderia afetar novos pedidos de demarcação.

Desde 2015, a empresa Potássio do Brasil pleiteava a liberação para exploração de potássio na jazida em Autazes.

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