quinta-feira, julho 18, 2024
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Bolsonaro espera mais correções da PF sobre o caso das joias

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nessa segunda-feira (8) que vai aguardar “muitas outras correções” por parte da Polícia Federal sobre o inquérito do caso das joias. O relatório final da PF, tornado público pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, indicava inicialmente que as joias supostamente desviadas por pessoas ligadas a Bolsonaro eram avaliadas em R$ 25,3 milhões. Após a retirada do sigilo, a PF disse que houve “erro material” e que o valor verdadeiro é de R$ 6,8 milhões.

“Aguardemos muitas outras correções. A última será aquela dizendo que todas as joias “desviadas” estão na CEF (Caixa Econômica Federal), Acervo ou PF, inclusive as armas de fogo”, escreveu Bolsonaro, na rede social X.

Em seguida, o ex-presidente afirmou que aguarda a Polícia Federal se posicionar no caso Adélio:

“Quem foi o mandante?”.

A conclusão da PF afirma que Adélio Bispo, autor da facada em Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais, agiu sozinho. Em junho, a corporação solicitou o arquivamento do inquérito que apura a facada, mas deflagrou uma operação contra o advogado de Adélio, Fernando Costa Oliveira Magalhães, por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a corporação, não há qualquer relação entre a tentativa de assassinato e a organização criminosa. O relatório final do caso Adélio foi apresentado à Justiça, que decidirá sobre o andamento das investigações.

ENTENDA O CASO DAS JOIAS E AS CONCLUSÕES DA PF

A Polícia Federal concluiu que foi montada uma associação criminosa no governo Jair Bolsonaro com a finalidade de desviar joias e presentes de alto valor recebidos pelo ex-chefe do Executivo. Segundo a PF, o valor parcial dos presentes entregues por autoridades estrangeiras ao então presidente somou R$ 6,8 milhões.

Bolsonaro foi indiciado na última semana por supostos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Outras 11 pessoas também foram indiciadas:

Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, ex-ministro de Minas e Energia;

Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Bolsonaro;

Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro;

José Roberto Bueno Junior, ex-chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia;

Julio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal;

Marcelo Costa Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do setor de presentes durante o governo Bolsonaro;

Marcos André dos Santos Soeiro, ex-assessor do ex-ministro de Minas e Energia;

Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Mauro Cesar Lourena Cid, general do Exército e pai de Mauro Cid;

Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Fonte: Pleno News

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