quarta-feira, junho 12, 2024
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Na Inglaterra, Wilson Lima busca investimentos em projetos sustentáveis do Amazonas

Ao cumprir agenda em Londres (ING), nessa segunda-feira (12), o governador Wilson Lima (União Brasil) se reuniu com a Iniciativa de Mercados Sustentáveis (em inglês, Sustainable Markets Initiative), criada pelo Rei Charles 3º, quando ainda era príncipe, em 2020. Na ocasião, o mandatário do estado destacou a busca por parcerias para projetos de natureza sustentável já realizados no Amazonas.

Entre os programas de sustentabilidade que o Governo do Amazonas desenvolve, e para os quais o governador trabalha na prospecção de parcerias, estão o Guardiões da Floresta, que beneficia mais de 8,2 mil famílias de Unidades de Conservação; o Escola da Floresta, que une educação, sustentabilidade e tecnologia; o Água Boa, que leva água potável para comunidades do interior sem acesso à água tratada; e o Fundo Amazonas 2030, com a oferta de crédito de carbono para alcançar o desmatamento líquido zero em até seis anos.

A Iniciativa de Mercados Sustentáveis foi criada e apresentada pelo então príncipe Charles a líderes políticos e empresariais globais no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 2020, com a pretensão de apresentar ao mercado privado soluções sustentáveis que colaborem para a transição para um futuro mais sustentável.

“Essa é uma instituição criada pelo rei Charles 3º e tem conexão com outras empresas importantes, que têm poder decisório e estão muito preocupadas com questões voltadas para a sustentabilidade. Vamos ter depois reuniões com nossos técnicos e técnicos dessa instituição para entender quais modelos a gente pode aplicar no estado do Amazonas, como a gente pode direcionar investimentos e, também, parcerias nessa área de sustentabilidade”, avaliou Wilson Lima.

Kew Garden

Acompanhado do secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o governador do Amazonas também esteve no Royal Botanical Garden Kew (RBG Kew), um dos mais antigos jardins do mundo, com mais de 260 anos, considerado pela Unesco como patrimônio da humanidade e que reúne milhões de espécies da flora mundial, incluindo do Brasil e da própria Amazônia.

O lugar é dirigido pelo brasileiro Alexandre Antonelli, que assumiu, em 2019, como diretor de ciência do Royal Botanical Garden e coordena pesquisas e estudos com as mais variadas espécies de vegetais.

“Para a gente, foi um grande prazer receber essa visita. O Brasil, dos 100 países com quem a gente trabalha, é um dos mais importantes em termos de desenvolver soluções para preservar nossa natureza, mas também para encontrar soluções sustentáveis para o desenvolvimento socioeconômico. E a gente está muito satisfeito de ter uma conversa a nível científico, de colaborações e de explorar as possibilidades que têm para o futuro”, afirmou Alexandre Antonelli.

Como resultado do encontro, um memorando de entendimento deverá ser construído pelo Governo do Amazonas junto ao RBG Kew para apoio na construção do currículo especial que será usado nas Escolas da Floresta e aumentar a capacidade de pesquisa na área de taxonomia (área da biologia responsável por identificar, nomear e classificar os seres vivos), em conjunto com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Outras iniciativas, como a promoção de parcerias de pesquisa entre a RBG Kew e instituições de pesquisa no Amazonas; e apoio ao fomento à pesquisa e ao desenvolvimento para a bioeconomia no estado, também deverão constar no memorando.

“Tudo o que eles têm de conhecimento e expertise é importante para que a gente possa proteger a nossa floresta e, por outro lado, também ajudar na geração de renda, principalmente, para as pequenas comunidades e aquelas de Reservas de Desenvolvimento Sustentável”, ressaltou o governador Wilson Lima.

AmazonFace

Ainda no encontro, estava William Milliken, um dos pesquisadores do AmazonFace, o principal projeto de cooperação científica entre Reino Unido e Brasil. O governador Wilson Lima parabenizou pela parceria, já que o Reino Unido é o segundo maior parceiro do país na área de ciência e tecnologia. Por meio do AmazonFace, cientistas buscam entender como o aumento de CO2 na atmosfera afeta a floresta e a biodiversidade amazônicas.

O AmazonFace é coordenado por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Inpa/MCTI), e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em cooperação internacional com o governo britânico e implementado pelo Met Office – o serviço de meteorologia britânico. A estação experimental do AmazonFace fica em área de pesquisa do Inpa/MCTI, a cerca de 80 quilômetros de Manaus.

Agenda em Londres

As agendas de Wilson Lima com SMI e RBG Kew, em Londres, foram resultado dos encontros do governador do Amazonas com a embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq. Ainda em janeiro, em reunião com a chefe da diplomacia britânica em Brasília, Lima apresentou os projetos sustentáveis do Estado e recebeu o convite da embaixadora para reuniões bilaterais na Inglaterra.

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