sábado, junho 22, 2024
Política Nacional

Arthur Lira indica que deve arquivar pedido de impeachment de Lula

Apesar do intenso movimento da oposição, aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), apontam que são quase nulas as chances de ele dar seguimento ao pedido de impeachment do presidente Lula (PT) que será apresentado nesta quarta-feira (21) pela oposição.

Até na noite de terça-feira (20), 122 parlamentares haviam assinado o pedido de impeachment. A autora da ação, a deputada Carla Zambelli (PL-SP), pretende protocolar o documento apenas nesta quarta. Alguns parlamentares projetam que o pedido terá pelo menos 130 assinaturas.

Desde ontem à noite, Zambelli intensificou conversas com vários parlamentares e a expectativa é que integrantes das frentes parlamentares evangélica e católica ajudem a encorpar a denúncia.

Mais do que Dilma

A ideia dos deputados de oposição é conseguiu apresentar um pedido com uma adesão maior à ação impetrada contra Dilma Rousseff em 2016. Naquele ano, a denúncia contra a petista contou com 124 assinaturas.

Mesmo com um número substancial de assinaturas, Lira já indicou que não vai dar seguimento a uma denúncia por crime de responsabilidade contra Lula por falas consideradas desastrosas por parlamentares. Além disso, líderes de partidos como Republicanos, PP, PSD e MDB também não endossaram o pedido da oposição, o que dificulta a tramitação da matéria.

Nem mesmo na oposição o pedido de impeachment é unânime. Como mostramos ontem, o coordenador da bancada paulista na Câmara, Antonio Carlos Rodrigues, foi contra o pedido de impeachment, embora ele seja do partido de Jair Bolsonaro, o PL.

Crime de responsabilidade

No pedido de impeachment, os parlamentares alegam que as declarações do presidente associando a guerra em Israel ao Holocausto configuram um crime de responsabilidade de acordo com o Artigo 5º da Constituição Federal.

Citam: “São crimes de responsabilidade contra a existência política da União: 3 – cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”.

No início desta semana, em agenda na Etiópia, o presidente Lula classificou como genocida a atuação de Israel na Faixa de Gaza e comparou o episódio ao Holocausto judeu durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: O Antagonista

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *