domingo, junho 23, 2024
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Governo Lula segue em silêncio sobre decisão de Maduro de proibir opositores de disputar eleição

Cinco dias depois de a ditadura da Venezuela decidir inabilitar a candidatura da principal candidata da oposição, María Corina Machado, para as eleições presidenciais deste ano, o governo do presidente Lula (PT) ainda não se manifestou sobre a medida, que provocou a reimposição de sanções por parte dos EUA ao governo de Nicolás Maduro.

Outros países da América do Sul, como a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e o Equador, condenaram a inelegibilidade da ex-deputada. Já governos de esquerda da Colômbia, com Gustavo Petro, e do México, com Andrés Manuel López Obrador, também optaram pelo silêncio.

Questionado pelo jornal Estão se a diplomacia brasileira pretendia se manifestar sobre a inabilitação de María Corina Machado, o Itamaraty não se pronunciou oficialmente. O ministro Mauro Vieira também preferiu não falar.

Reservadamente, no entanto, diplomatas do Itamaraty dizem que a decisão de Maduro é um sinal de retrocesso, mas argumentam que se posicionar oficialmente agora seria precipitado, já que ainda faltam mais de seis meses para a eleição e o acordo de Barbados, que definiu a realização de eleições livres e libertação de prisioneiros políticos em troca do alívio nas sanções, ainda está vivo.

Aliado histórico do chavismo, Lula tem trabalhado desde que retornou à presidência, no ano passado, para reabilitar Maduro na América do Sul. Em maio, recebeu o ditador em Brasília com honras de chefes de Estado, durante a reunião que tentava recriar a União de Nações Sul-Americanas.

A posição de Lula em relação a Maduro na época provocou protestos dos presidentes do Uruguai, Luis Lacalle Pou, de centro-direita, e do Chile, o esquerdista Gabriel Boric.

Fonte: Estadão

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