sábado, junho 22, 2024
Política Nacional

Moro diz que não vai disputar presidência em 2026 e apoiará adversário de Lula

O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) afirmou nesta quarta-feira (22), que não tem planos para disputar a presidência em 2026, mas que apoiará um projeto para derrotar o PT. O ex-juiz da Lava Jato afirmou que estará ao lado de um dos governadores cotados para concorrer contra o presidente Lula (PT): Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, ou Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.

A declaração foi feita em entrevista à imprensa após o senador ter sido absolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta terça (21). Segundo o ex-juiz federal da Operação Lava, a Corte Eleitoral fez um “julgamento técnico” e rejeitou acusações “falsas e mentirosas”.

No X (antigo Twitter), ainda na terça, Moro já havia afirmado que seu julgamento foi “técnico” e “independente” e classificado como “boatos exagerados” a possível cassação de seu mandato.

Sobre continuidade de seu mandato no Senado, o político disse que seguirá honrando a confiança dos seus eleitores e defendendo os interesses do Paraná e do Brasil. Ainda em sua página no X, o ex-ministro de Bolsonaro classificou como mentirosas e falsas as acusações levantadas pelo PT e PL, de que ele havia cometido abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e suspeita de “caixa 2″ durante sua campanha em 2022.

“Os boatos sobre a cassação de meu mandato foram exagerados. Em julgamento unânime, técnico e independente, o TSE rejeitou as ações que buscavam, com mentiras e falsidades, a cassação do meu mandato. Foram respeitadas a soberania popular e os votos de quase dois milhões de paranaenses. No Senado, casa legislativa que integro com orgulho, continuarei honrando a confiança dos meus eleitores e defendendo os interesses do Paraná e do Brasil”, disse em sua conta na rede social.

Nessa terça-feira, por unanimidade, o TSE decidiu por manter a absolvição de Moro, o que o livrou de oito anos de inelegibilidade. O placar do julgamento, que durou quatro horas, foi de 7 votos a 0 contra a cassação do lavajatista. Os ministros seguiram a manifestação do relator Floriano de Azevedo Marques, que abriu a votação contra a cassação. O magistrado foi seguido pelos colegas Alexandre de Moraes, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques, Raul Araújo e Isabel Gallotti.

A decisão do TSE ainda permite recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, as possibilidades de contestação são limitadas, o que deve encerrar o caso no TSE. Além desse caso, Moro enfrenta outro processo. No Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele responde a uma reclamação disciplinar devido à gestão dos recursos obtidos nos acordos de leniência da Lava Jato. Um relatório da 13ª Vara Federal de Curitiba aponta possível crime na gestão dos valores arrecadados.

Fonte: Agência Estado

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