sábado, junho 22, 2024
Política Nacional

‘Não tenho medo de qualquer julgamento, desde que os juízes sejam isentos’, diz Bolsonaro durante evento

Durante o evento de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) à Prefeitura do Rio de Janeiro, neste sábado pela manhã (16/3), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) subiu ao púlpito para discursar.

Em suas palavras, Bolsonaro não fez menção direta aos depoimentos divulgados na sexta-feira (15/3) sobre a chamada “trama golpista” investigada pela Polícia Federal (PF), mas afirmou ser vítima de “acusações absurdas”.

Bolsonaro afirmou ainda que não tem medo de qualquer julgamento. No entanto, frisou que são necessários “juízes isentos”, em referência ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não faltarão pessoas para te perseguir, para tentar te derrotar, para te acusar das coisas mais absurdas, até de molestar uma baleia no litoral do Brasil”, disse o ex-presidente. Ele prosseguiu: “Preferi voltar para o Brasil com todos os riscos que corro. Não tenho medo de qualquer julgamento, desde que os juízes sejam isentos”.

Nesta sexta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu o sigilo sobre os depoimentos dos ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Júnior.

Os dois militares do alto escalão da gestão de Bolsonaro afirmaram à Polícia Federal que participaram de reuniões com o então presidente no Palácio da Alvorada. Nesses encontros, foi apresentado o teor de uma minuta de decreto presidencial voltada para manter Bolsonaro no poder após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Ainda durante o evento deste sábado (16/3), o ex-mandatário chegou a questionar novamente o motivo de ter sido declarado inelegível até 2030. Bolsonaro também criticou o atual governo, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva:

“Eu sou um paralelepípedo no sapato da esquerda. Esse governo apoia o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra]. No meu governo, o MST não teve espaço”.

Por fim, Bolsonaro teceu elogios a Ramagem, que foi chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Fonte: Onda Digital

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