domingo, junho 23, 2024
Política Nacional

Senado publicou livro que chama Bolsonaro de fascista, revela jornalista

O Senado Federal publicou no ano passado um livro de artigos de opinião que chama Jair Bolsonaro de “fascista” e “o pior presidente do Brasil de todos os tempos”. A obra “100 vozes pela democracia” custou R$ 39,5 mil ao Senado e tem mil exemplares. A informação foi divulgada neste domingo (21), pelo jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles.

O livro foi produzido em 2022 e tem textos de Lula (PT), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de seis ministros do atual governo e de parlamentares governistas.
É possível acessar a versão digital do livro no site da biblioteca do Senado. Três exemplares físicos estão disponíveis na biblioteca pública. Publicado pela Editora Senado e pago com dinheiro público, “100 vozes pela democracia: um mosaico de reflexões da sociedade brasileira frente à ascensão da extrema direita reacionária” foi organizado pela entidade “Direitos Já! Fórum pela Democracia”, que reuniu políticos de diversos partidos em oposição ao governo Bolsonaro.

“Bolsonaro e sua matilha fascista tudo fazem para destruir pedra por pedra as instituições”, escreveu a deputada Alice Portugal, do PCdoB da Bahia, acrescentando: “Nossa voz se ergue para gritar basta! Fora Bolsonaro!”.

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, acusou no livro o governo Bolsonaro de “flerte com o fascismo”, com uma “agenda antipovo, neoliberal, entreguista e destruidora de vidas e direitos”. O presidente do PSOL, Juliano Lemos, adotou tom semelhante: Bolsonaro presidente foi uma “macabra experiência”. “Bolsonaro certamente entrará para história como o pior presidente do Brasil de todos os tempos”, afirmou a senadora Eliziane Gama, do PSD do Maranhão.

O atual governo está em peso no livro, que foi produzido em 2022, no fim do governo Bolsonaro e perto da eleição vencida por Lula, e publicado pelo Senado no ano passado. Além de Lula, escreveram o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin; o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; a ministra de Planejamento, Simone Tebet; o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias; e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França. O ministro do STF Flávio Dino, que também contribuiu com a obra, foi ministro da Justiça até fevereiro deste ano.

Lula escreveu que nunca esquecerá a “irresponsabilidade criminosa de Bolsonaro”. Alckmin chamou o governo passado de “desastre civilizatório”. Na visão de Marina Silva, o “capitão indisciplinado do Exército e sua nova tropa realizam seu plano de destruir a República”.

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