sábado, junho 22, 2024
Sem mimimi

A pior bancada federal no momento mais delicado da Zona Franca de Manaus

Vivemos certamente um dos momentos mais delicados para a continuidade da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Se na gestão de Jair Bolsonaro (PL) a redução das alíquotas de IPI colocaram em xeque a competitividade do modelo, o fim do imposto – pauta prevista na iminente Reforma Tributária – pode ser, verdadeiramente a pá de cal no parque industrial local.

Diante desse cenário adverso, some-se, ainda, o fato de termos em Brasília a pior bancada federal da história, com políticos neófitos, sem poder de articulação e envolvidos em escândalos.

Exceções

Isso, obviamente, resguardadas raríssimas exceções, como Amom Mandel (Cidadania) e gostemos deles ou não, Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), que têm poder de articulação e conteúdo para defender a Zona Franca.

Sem choro

O fato é que não tem como chorar o leite derramado. Já que como diz o ditado popular: o povo tem os líderes que merece.

Cadê a cobrança?

Além da fraca bancada federal, chama também atenção o fato de que os políticos, sobretudo os que apoiaram Lula (PT), não cobram uma postura do presidente da República diante das falas contrárias à Zona Franca.

Intocável

Vale lembrar que o petista, durante o processo eleitoral, garantiu que a ZFM era intocável em seu governo.

No entanto, o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB), e o secretário especial do Ministério da Economia e idealizador da Reforma Tributária, Bernard Appy, já tecerem comentários públicos contra o modelo de desenvolvimento regional.

Dois pesos…

Omar e Braga, por exemplo, que vociferaram contra Jair Bolsonaro no ano passado, até o momento seguem caladinhos.

Reforço

Por falar em Zona Franca, o vereador de Manaus, Capitão Carpê (Republicanos), propôs a criação de uma comissão no parlamento municipal em defesa do Polo Industrial.

Segundo ele, mesmo a pauta sendo nacional, os vereadores não podem deixar de ajudar e terem protagonismo no assunto.

Moção de repúdio

Carpê, inclusive, protocolou uma moção de repúdio contra as falas de Bernard Appy, proferidas na semana passada em São Paulo durante um evento do RenovaBR.

Mas já?

Deputado de primeiro mandato, o jornalista Mario Cesar Filho (União Brasil) mal começou a trabalhar de fato e já se ausentou dos debates no plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

O parlamentar faltou a todas as três sessões plenárias realizadas na semana passada.

CCJ

Por falar em Aleam, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), a mais importe da Casa, ficou mais uma vez sob comando do deputado Delegado Péricles (PL).

Com mais esse mandato, o parlamentar somará seis anos à frente da Comissão, já que a presidiu entre 2019 a 2022.

Entre os companheiros

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, participou no último sábado (11) de um evento organizado pelo Movimento dos Sem Terra (MST) em Guararema, no interior de São Paulo.

À vontade, o magistrado discursou para os “companheiros” e defendeu, entre outras coisas, maior participação popular nas decisões do poder público.

Perguntar não ofende

Imagine se fosse, por exemplo, o ministro André Mendonça – que foi indicado por Jair Bolsonaro – participando de um evento conservador como o CPAC Brasil? Como a mídia e oposição estaria tratando isso?

Pode?

A participação de Lewandowski gerou críticas nas redes sociais, já que, alguns apontam falta de imparcialidade do juiz, por participar de um evento público com políticos e militantes de esquerda.

O Código de Ética da Magistratura, no artigo 8°, prevê que “o magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito”. 

Indenização

O grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT+ voltou a acionar a Justiça do Rio de Janeiro contra o Flamengo, por causa da ausência da camisa 24 para uso de jogadores da Copinha.

Na ação, protocolada na sexta-feira (10), o ajuntamento acusa o clube de “violação de direitos humanos” e “homofobia”.

Não é a primeira ação judicial levantada pelo grupo. Em 2021, os militantes cobraram um posicionamento do Flamengo sobre o clube não usar o número 24 em competições oficiais.

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