quarta-feira, junho 12, 2024
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Aleam passa a ser ‘pedra no sapato’ de David Almeida

A Comissão de Transporte da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), presidida pelo deputado Carlinhos Bessa (PV), promoverá uma audiência pública para debater o aumento da tarifa do transporte coletivo em Manaus, que saltou de R$ 3,80 para R$ 4,50.
O parlamento estadual, que comumente se debruça em assuntos de interesse do estado, ao que parece, também está incomodado com decisão da gestão municipal e se tornará mais uma pedra no sapato do prefeito David Almeida (Avante).

Críticas
Bessa, que também é o 1º vice-presidente da Aleam, fez críticas ao chefe do Executivo Municipal e desaprovou o reajuste da tarifa sem diálogo com a população e o fato do aumento ter sido anunciado com apenas dois dias de antecedência.

Sinais…
A decisão da Comissão de Transportes da Aleam pode ser encarada, a grosso modo, apenas como uma preocupação comum da Casa Legislativa, mas o fato é que na política pequenos gestos revelam grandes intenções.

… de rompimento
Bessa é aliado de primeira ordem do governador Wilson Lima (União Brasil) e obviamente não tomaria a frente de uma pauta tão sensível como essa sem a anuência do líder.

Anuência
Ou seja, esse pequeno gesto pode ser lido como um sinal de que o grupo de Wilson não está tão alinhado com o prefeito como é “vendido” nas aparições públicas entre os dois mandatários.

Eleição 2024
Segundo fontes da coluna SEM MIMIMI, parte da cúpula do Palácio do Governo tem objeções ao grupo de David Almeida e vê com bons olhos a possibilidade de conversa com outros players que pretendem disputar a Prefeitura de Manaus em 2024.

Amom
Um dos nomes é o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) que, vale lembrar, era ligado ao ex-governador Amazonino Mendes, mas passou a se aproximar de Wilson, inclusive, com viagens internacionais juntos.

Capitão
Outro que também é benquisto é o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), que duela internamente com Coronel Menezes (PL) a indicação do Partido Liberal para a disputa da eleição municipal majoritária.

Marco temporal
Falando em Capitão Alberto Neto, ele foi um dos quatros deputado federais do Amazonas que votaram favoráveis ao marco temporal para demarcação de terra indígenas.
Além dele, disseram “sim”: Adail Filho (Republicanos), Silas Câmara (Republicanos) e Fausto Jr (União Brasil).

Contrários
Os contrários à pauta foram: Amom Mandel, Sidney Leite (PSD) e Átila Lins (PSD).
Saullo Vianna (União Brasil) esteve ausente da votação, realizada nessa terça-feira (30).

Total de votos
No total, Foram 283 votos a favor, 155 contra e uma abstenção. O texto segue agora para a deliberação do Senado.

O que é?
O Marco Temporal define a data de 5 de outubro de 1988 como limite para a demarcação de terras indígenas no País. Ou seja, somente as comunidades que estavam nas áreas reivindicadas até essa data, quando foi promulgada a Constituição Federal, terão direito à posse.

14%
O relator do projeto, deputado Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA), afirmou, pouco antes da votação em Plenário, que desde 1988, 14% do território do Brasil foi entregue aos povos indígenas.

Ditadura, sim!
Os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e do Uruguai, Luis Lacalle Pou, reagiram negativamente às declarações de Lula (PT) de que relatos de violação dos direitos humanos, autoritarismo e restrição das liberdades democráticas na Venezuela são uma “narrativa”.

Realidade
Boric, que é de esquerda, rechaçou o discurso do petista e afirmou que as violações impostas por Nicolás Maduro ao povo venezuelano são uma “realidade” e não uma “narrativa”.
“Não se pode varrer para debaixo do tapete ou fazer vista grossa sobre princípios importantes. Respeitosamente, discordo do que Lula disse ontem”, falou.

Surpresa
Já Lacalle Pou, que é de direita, se disse surpreso com as declarações de Lula e destacou que não se pode ajudar a Venezuela “tapando o sol com um dedo”.

Prisão
Falando em Maduro, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira (30), o requerimento que pede a prisão do ditador venezuelano.
O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) divulgou a decisão do colegiado no Twitter.

Agressões
Na saída de Maduro do local onde líderes sul-americanos se reuniram ontem (30), em Brasília, seguranças do governo Lula a serviço do evento agrediram ao menos três jornalistas brasileiros com socos, empurrões e imobilizações pelos braços, quando tentavam se aproximar ou se deslocar para entrevistar o ditador venezuelano.

Lamento
Em nota, o Itamaraty e a Presidência da República informaram que lamentam e repudiam o episódio, além de prometerem apurar responsabilidades.

E se fosse?
A pergunta que fica é: e se fosse Jair Bolsonaro (PL) recebendo um presidente amigo e seus seguranças agredissem jornalistas, como seria a repercussão na mídia?
Nem precisa responder…

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