domingo, junho 23, 2024
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Gestão de David Almeida começa a implementar linguagem neutra nas redes sociais

Autoproclamado conservador desde a infância, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), deu mais uma prova de que não faz a mínima ideia do que significa o termo e que está bastante perdido em relação à polarização ideológica vivenciada no País.
Na semana passada, por exemplo, sua gestão passou a implementar o uso da linguagem neutra em publicações nas redes sociais.

‘Todes’
Em postagem no Instagram no último dia 13, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), utilizou a expressão “todes” ao falar de ações realizadas durante a Conferência Municipal de Saúde de Manaus (Comus).
“Amanhã será um outro dia para todos, todas e todes”, diz parte do texto.

Na bronca
A postagem foi criticada pelo vereador Raiff Matos (DC), em discurso na tribuna da CMM nesta semana. Ele, que é cristão e líder de louvor da Nova Igreja Batista (NIB).
“Parece que o Conselho Municipal de Saúde está mais preocupado em empurrar goela a baixo o ‘todes’ do que trabalhar para incluir os cegos, surdos e disléxicos no sistema de saúde”, afirmou.

É lei
Lembrando que Manaus é uma das poucas capitais do País onde o uso da linguagem neutra é proibido nas escolas.
A lei, de autoria de Raiff Matos, foi promulgada pelo prefeito em abril do ano passado.

Agenda ideológica
O uso da linguagem neutra faz parte de uma agenda ideológica que tenta impor sobre a língua, no caso a portuguesa, um gênero além do homem e mulher (masculino e feminino).
A ideia é a famosa “luta de classes” do discurso progressista, só que neste caso, é a “resistência” contra o mundo binário no qual existem apenas dois sexos.

Exclusão
Em entrevista recente ao jornal Gazeta do Povo, a professora de língua português, Cíntia Chagas, foi ao cerne da questão, quando afirmou que a linguagem neutra, ao contrário do que se propõe, não é inclusiva, mas exclusiva.
“Se coloca como algo para incluir as pessoas, mas, na verdade, ela exclui. Exclui os cegos, que fazem leitura por meio de softwares, exclui o surdo, que usa linguagem labial, os disléxicos e as crianças e adolescentes, porque impõe dificuldade de aprendizado”, disse.

Preferência
Ainda falando em Prefeitura, o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PSD), afirmou, em resposta a uma pergunta de um seguidor no Instagram, que prefere a permanência de David Almeida no comando do Executivo Municipal do que uma possível vitória do deputado federal Amom Mandel (Cidadania) ou do deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil) no pleito do ano que vem.

Nas entrelinhas
O posicionamento de Ramos é mais uma indicação que o prefeito de Manaus está mesmo se alinhando ao senador Omar Aziz, que é o manda-chuva do PSD no Estado e líder político do ex-parlamentar.

Educação financeira
Projeto de Lei de autoria do deputado Dr. George Lins (União Brasil) quer incluir a disciplina de educação financeira nas escolas da rede pública estadual. A propositura foi apresentada pelo parlamentar nessa terça-feira (18), em discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
A propositura tem como objetivo promover a capacitação dos alunos em temas relativos à educação financeira e planejamento orçamentário individual e familiar, além de incentivar a discussão de temas relativos ao empreendedorismo e economia criativa.

Feclam
Por falar em Aleam, a Casa será palco a partir desta quarta-feira (19), da terceira edição do Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam), evento que reúne parlamentares, assessores e funcionários das casas legislativas de todo o Estado em um momento de aprimoramento do trabalho desenvolvido.

Sem palavra
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), descumpriu sua palavra e adiou a sessão do Congresso Nacional dessa terça-feira (18), que, entre outros itens, seria destinada à leitura do pedido de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos do dia 8 de janeiro.
A nova data será no dia 26 de abril.

Pedido aceito
Pacheco atendeu ao pedido do governo Lula (PT), que vem tentando de tudo para impedir a CPMI, inclusive com distribuição de cargos na máquina pública, emendas parlamentares e até ameaças de retaliações de verbas.

Estratégia
Com o adiamento, a estratégia do Governo Federal é conseguir que 24 deputados retirem suas assinaturas até a próxima terça-feira (25). A lista tem 194 assinaturas de 171 necessárias.
No Senado, a chance de recuo de um dos 37 senadores é mínima. Por lá, são exigidas 27 assinaturas.

De olho no STF
Pacheco, que ao ser reeleito presidente do Senado afirmou que agiria com a isenção que o cargo requer, tem se mostrado cada dia mais alinhado com o governo petista.
Ele, vale lembrar, está de olho em uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e está tratando de agradar o mandatário da nação.

“Presidente fraco”
Autor da CPMI, o deputado federal André Fernandes (PL-CE), que a decisão de Pacheco mostra que ele é um “presidente fraco” e que “não tem palavra”.
“É um desrespeito com o Parlamento, com o Senado e com a Câmara. Não tem outra solução que não seja obstruir totalmente. Não votaremos nada até que aconteça a sessão do Congresso, disse em entrevista à Revista Oeste.

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