domingo, junho 23, 2024
Sem mimimi

O Negão era legal!

Amado por muitos. Odiado por outros tantos, mas respeitado e reconhecido por todos.

Essa foi Amazonino Armando Mendes, que morreu nesse domingo (12), aos 83 anos, deixando órfão além de seus familiares de amigos, uma legião de fãs e, sobretudo, a política amazonense.

Estadista

Amazonino foi, sem dúvidas, um dos maiores – senão o maior – expoente da política local.

Um estadista por vocação e “dono” das maiores obras do Estado, como o Hospital 28 de Agosto, o bumbódromo de Parintins e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que sempre foi seu xodó.

Luta pela vida

O Negão, como era carinhosamente chamado, lutou bravamente contra uma pneumonia que o acometeu ainda em novembro do ano passado.

Entre momentos de melhora e recaída, ele foi acometido por uma infecção bacteriana que agravou seu quadro e o levou ao óbito.

Domingo

O domingo amanheceu chuvoso na capital amazonense, como se a própria natureza lamentasse a partida de um dos seus grandes preservadores e defensores.

Ironia

Ironia ou providência divina, o Negão descansou num domingo, dia da semana que marcou as suas várias vitórias nas urnas, afinal, Amazonino foi eleito governador do Amazonas por quatro vezes, prefeito de Manaus por três e senador da República em uma oportunidade.

Reconhecimento

A passagem do ex-governador foi o principal assunto do final de semana. Do presidente Lula (PT), aos governadores da Amazônia, passando por expoentes da política nacional e o governador Wilson Lima (União Brasil) e o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), a classe política lamentou em uníssono a partida do Negão.

Luto

“Lamentamos com muito pesar a morte do ex-governador Amazonino Armando Mendes, o memorável Negão”, escreveu o governador nas redes sociais.

Wilson, inclusive, decretou luto oficial de sete dias pela morte do ex-governador.

“O maior”

Entre as várias homenagens postadas nas redes sociais por pessoas comuns, artistas e políticos, uma chamou bastante atenção: a do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil).

Enquanto a maioria das pessoas se referiu a Amazonino como “um dos maiores políticos do Amazonas”, Cidade foi além e cravou: “não tenho dúvidas nenhuma de que se trata do maior líder político do Amazonas e um dos mais expressivos do Brasil”.

Despedida indigna

Diante de tamanho reconhecimento, é inevitável não lamentar a indigna despedida de Negão da cena eleitoral.

Muito por pressão de aliados, Amazonino encarou as eleições do ano passado sem nenhuma condição física para tal e acabou ficando de fora do segundo turno, algo inédito em sua história.

Dificuldade

Com dificuldades de locomoção, o ex-governador não conseguiu fazer campanha e nas poucas aparições públicas discursou sentado, com a voz embargada e até mesmo com confusões mentais, como na entrevista concedida à rádio Mais Brasil News.

Jipe elétrico

Numa sacada de mestre, Amazonino criou o “jipe elétrico” e ao invés de fazer caminhada pelas ruas da cidade, passou a passear em seu carro e interagir com o público.

Foi uma alternativa diante da condição física limitada, mas que evidenciou a principal crítica de seus adversários: a de que Amazonino não tinha mais saúde para governar o Amazonas.

E não tinha mesmo.

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