quinta-feira, junho 20, 2024
Sem mimimi

Wilson Lima: o dono do jogo

Faltando um ano e meio para as eleições municipais de 2024, muita coisa ainda pode mudar: políticos trocarem de partido, de grupo, adversários se tornarem aliados e tudo aquilo que o processo eleitoral traz consigo.

Uma coisa, no entanto, não vai mudar. O fato do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), ser o “dono do jogo” na política baré.

Amadurecimento

Eleito na “onda do novo” em 2018, Wilson foi forjado literalmente em meio à adversidade. Em sua primeira experiência como gestor, teve que conviver logo de cara com uma pandemia mundial, com a maior cheia da história do Rio Negro e todas as consequências que esses acontecimentos inesperados trouxeram.

Mas mesmo no caos, soube ter resiliência e amadureceu como líder.

Abençoador

Hoje, com o capital político que conquistou – leia-se: apoio da maioria absoluta dos prefeitos do interior e quase todos os partidos em sua órbita -, Wilson será o principal cabo eleitoral nas eleições de 2024.

Quem ele abençoar certamente será prefeito, sobretudo na capital.

Prova dos 9

Prova desse poderio de Wilson é que o governador emplacou Roberto Cidade (União Brasil) na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e Caio André (PSC) no comando da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Ambos são seus aliados e chegaram ao cargo por intervenção do chefe do Executivo Estadual.

Boa relação

Atualmente Wilson tem uma relação cordial com o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) – a quem inclusive tem ajudado com recursos para que programas como o “Asfalta Manaus” sejam implementados – e também com os demais pretendentes ao cargo: Coronel Menezes (PL), Capitão Alberto Neto (PL), Amom Mandel (Cidadania) e Plínio Valério (PSDB).

Sem pressa

Segundo fontes da coluna SEM MIMIMI o governador vai esperar passar este ano para começar a pensar mais sobre o assunto. Até lá, observará a movimentação dos players do processo, principalmente de David Almeida, que segue com uma impressionante habilidade de criar inimigos e falar asneiras.

Candidato próprio

Há, também, uma ala do Governo que estimula o mandatário do Estado a ter seu próprio candidato a prefeito de Manaus.

Nomes como Roberto Cidade e Joana Darc, ambos correligionários de Wilson são ventilados.

Mais um partido

Após indicar o diretor-presidente do Detran-AM, Rodrigo de Sá, para a presidência do Progressistas (PP), Wilson conquistou o comando de mais uma sigla para seu grupo político, o Podemos.

Indicação

A sigla, que até pouco tempo era presidida pelo ex-vice-governador Henrique Oliveira, passa para a liderança do empresário Herval Tapajós Folhadela, aliado do governador.

Guedes na área

Ainda falando em Podemos, o partido ganhou mais um membro na CMM. Além de Roberto Sabino, que assumiu após a saída de Amom Mandel, a sigla conta com Rodrigo Guedes, que trocou o Republicanos pelo partido com número 19.

Sem interferência

Por falar em Guedes, ele afirmou à SEM MIMIMI que ao contrário do que veicularam alguns sites e portais de notícias, sua escolha para ser relator da CPI da Águas de Manaus não teve interferência de Wilson Lima, mas um consenso entre os membros da Comissão.

De direita?

Dias após chamar Lula (PT) de estadista, o prefeito David Almeida, que insiste em afirmar que é de direita e conservador desde a infância, promoveu um discurso de luta de classes, bem ao estilo esquerdista durante o lançamento do programa “Tarifa 10”.

O projeto vai beneficiar 28 mil família que pagarão apenas R$ 10 reais e terão direito a consumir até 15 mil litros de água por mês.

Taxação

David afirmou que os pobres mantém o sistema de distribuição de água em Manaus e que vai taxar os mais ricos que moram em condomínios a pagarem pelo uso de água, mesmo tendo poço artesiano.

Ao que parece, David andou assistindo os discursos de Ciro Gomes (PDT) na época da eleição presidencial, já que o pedetista tinha uma sanha pela taxação de grandes riquezas.

Sem decência

Em resposta à afirmação de Lula se teria armado um falso atentado do PCC, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) pediu que o presidente do País tenha decência.

Culpado

“O senhor não tem decência. Gostaria de ouvir, no mínimo, uma retratação. Há quem já tenha me dito que o presidente estaria cometendo crime de responsabilidade ou estaria sendo responsável por colocar a minha família em vulnerabilidade. Se acontecer alguma coisa com a minha família a responsabilidade está nas costas deste presidente da República”, declarou o senador.

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