quinta-feira, junho 20, 2024
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PF mira quarto parlamentar de oposição em duas semanas

O deputado federal, André Fernandes (PL-CE), foi intimado nesta quarta-feira (30) pela Polícia Federal (PF) em um inquérito que apura a suposta inserção de dados falsos no sistema da Justiça Eleitoral.

A ação foi aberta pelo fato do parlamentar ter se declarado como “pardo” nas eleições de 2018 e “branco” no pleito de 2022. O deputado deve ser ouvido pela PF entre os dias 19 e 23 de fevereiro.

Fernandes é vice-líder da oposição na Câmara e pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza (CE).

Outros parlamentares de oposição foram alvo da PF em menos de um mês:

No dia 18 de janeiro, o deputado federal e líder da oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), foi alvo da PF que cumpriu dez mandados de busca e apreensão no âmbito da 24ª fase da Operação Lesa Pátria.

Jordy é pré-candidato à Prefeitura de Niterói (RJ).

O gabinete do parlamentar, na sede da Câmara, em Brasília, é um dos alvos das buscas autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O objetivo da operação é identificar mentores intelectuais, financiadores e incitadores de atos de vandalismos ocorridos entre o fim de outubro de 2022 e janeiro de 2023.

No dia 25 de janeiro, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), foi alvo da PF no âmbito da Operação Vigilância Aproximada, que investiga uma organização criminosa que teria se instalado na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas.

Assim como André Fernandes e Carlos Jordy, Ramagem também é pré-candidato a prefeito, e tenta o pleito da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

O parlamentar foi diretor-geral da Abin durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na segunda-feira (29), a PF cumpriu mandado de busca no gabinete e em endereços do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).

A operação é desdobramento da Operação Vigilância Aproximada, que apura suspeitas do uso de um programa de espionagem do órgão para monitoramento de autoridades e de pessoas, sem autorização da Justiça e com interesses pessoais e políticos.

Fonte: Diário do Poder

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