A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) recebeu manifestações públicas de apoio de aliados políticos após divulgar vídeos em que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de tê-la desrespeitado durante uma ligação telefônica.
Entre os nomes que saíram em defesa de Michelle está a pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL). Em um comentário na publicação feita no Instagram, ela escreveu: “Coragem pra mudar! Conte conosco”, demonstrando apoio à ex-primeira-dama.
Quem também se manifestou foi a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), aliada de Michelle e cotada para disputar a reeleição com o apoio da ex-primeira-dama. “Você brilha! E isso incomoda muita gente! Não é fácil ser mulher na política! Você não está sozinha! Somos todas Michelle”, publicou Celina.
O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), também comentou a publicação. Ao criticar a aproximação do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, motivo que desencadeou a crise, afirmou: “Apoiar Ciro Gomes é um absurdo, também não concordo. Que Deus dê sabedoria e ilumine quem decide”.
Outro apoio veio de Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB e responsável por lançar Pablo Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024. “Parabéns pela coragem e pela coerência”, escreveu.
O que Michelle disse
Nos dois vídeos publicados na quarta-feira, Michelle afirmou que se sentiu “traída”, “apunhalada” e humilhada após uma conversa com Flávio Bolsonaro.
Segundo ela, o senador ligou depois que a ex-primeira-dama criticou a aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Durante a ligação, Flávio teria sido ríspido, dito que ela deveria “ficar de fora das decisões do partido” e afirmado que ela “não entendia nada de política”.
“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. Eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou Michelle. Ela também disse que, após ouvir que seu apoio seria irrelevante, decidiu se afastar das discussões internas da legenda.
“Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. Então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, declarou.


