O juiz amazonense Luís Carlos Valois, que assinou o prefácio de um livro escrito por Marcinho VP, trocou provocações nas redes sociais com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Valois atuou durante anos na Vara de Execuções Penais de Manaus e é o autor do prefácio de Verdades e Posições: O Direito Penal do Inimigo, obra escrita por Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP. Preso desde 1996, ele é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) e cumpre pena em um presídio federal de segurança máxima.
A discussão teve início depois que Eduardo Bolsonaro criticou as novas medidas impostas por Alexandre de Moraes. Em publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que o pai “não está em prisão domiciliar, está em um cativeiro”. Valois, em tom de ironia, questionou: “Mas prisão domiciliar não era impunidade?”
As novas restrições foram determinadas por Moraes no último dia 17. Entre elas está a proibição de visitas ao ex-presidente por 30 dias.
Segundo o ministro, Jair Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares ao permitir a divulgação de uma carta lida pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
Na mesma decisão, Moraes também proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai por 90 dias. O período coincide com a campanha eleitoral.
Marcinho VP está preso há quase 30 anos e, segundo a Polícia Federal, continua exercendo influência sobre integrantes do Comando Vermelho mesmo dentro do sistema prisional federal.
Durante o período em que está preso, escreveu diversos livros. Um deles é Verdades e Posições: O Direito Penal do Inimigo, prefaciado por Luís Carlos Valois.

