Após críticas de Rosses, procuradores da CMM decidem não acompanhar sessões presencialmente

Caso acontece dias após o vereador afirmar que uma procuradora da Casa "não servia para nada"; grupo relata episódios recorrentes de desrespeito

Os procuradores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) não irão mais acompanhar presencialmente as sessões plenárias. A decisão foi tomada pelo Colegiado de Procuradores após declarações do vereador Rosses (PL), que afirmou em tribuna, na semana passada, que a procuradora da Casa, Pryscila Freire, ‘não servia para nada’.

Pela nova definição, o grupo ficará de sobreaviso durante as sessões, sem a necessidade de acompanhamento presencial dos trabalhos em plenário. A medida foi aprovada em reunião realizada na segunda-feira (22).

Durante a reunião, a procuradora Priscilla Miranda afirmou que o episódio envolvendo Pryscila Freire não foi um caso isolado. Segundo ela, integrantes da Procuradoria já foram alvo de constrangimentos e questionamentos considerados desrespeitosos durante o exercício das funções.

Ela ressalta ainda que o trabalho do órgão é realizado com base em critérios técnicos e jurídicos, sem alinhamento político.

O procurador Sílvio da Costa Bringel Batista também argumentou que a legislação não exige a presença deles no plenário durante as sessões. Segundo o grupo, pareceres elaborados por escrito garantem maior segurança jurídica às manifestações da Procuradoria.

No mesmo sentido, o procurador-geral da Casa, Iuri Albuquerque Gonçalves, afirmou que a participação presencial dos procuradores durante as sessões era mantida por liberalidade e espírito de colaboração institucional, não por imposição legal.

A reportagem procurou a assessoria de Rosses para comentar a decisão, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

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