O sistema de transporte coletivo de Manaus amanheceu em colapso total nesta segunda-feira. Diante do descumprimento de decisões judiciais referente ao pagamento em dia dos trabalhadores e do esgotamento das negociações com as empresas concessionárias, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) decretou a paralisação de 100% da categoria na capital amazonense.
O presidente da entidade, Givancir Oliveira, anunciou, em vídeo, a greve. Segundo o líder sindical, o movimento ocorre após sucessivas tentativas de diálogo sem retorno por parte do patronal.
“Vocês têm sido testemunhas de que o sindicato tem feito de tudo para não parar a cidade de Manaus, para não fazer greve. Buscamos a Justiça, buscamos a mesa de negociação, buscamos o diálogo. Nem com a decisão judicial que obriga as empresas a nos pagarem em dia, elas cumprem. Cansado do desrespeito das empresas com os trabalhadores, neste exato momento acabou o diálogo. (…) A partir de agora é greve 100% da categoria”, declarou Givancir Oliveira
Prefeitura se exime de culpa
A Prefeitura de Manaus, por meio de nota, informou que não há pendência do Executivo Municipal com as empresas. Argumento que costuma ser utilizado para justificar os atrasos nos pagamentos.
“A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), esclarece que não possui débitos pendentes do ano de 2026 junto ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), estando suas obrigações financeiras regularmente executadas para o ano corrente”.
Além da nota, a Prefeitura manteve-se inerte quanto a intermediação do conflito que prejudicou milhares de pessoas na capital que perderam o direito de ir e vir nos ônibus que realizam o transporte público.
Bloqueios em pontos estratégicos
O sindicato orientou os rodoviários a paralisar o serviço, fechando a saída das garagens e estacionando os ônibus em vias de grande circulação para dificultar o trânsito, o que causou transtorno generalizado na capital. Até o momento, não há informações sobre quando o serviço voltará a normalidade.


